- CULTURA JUDAICA -

      Raízes Bíblicas do Cristianismo

   O "Curso de Cultura Judaica - Raízes Bíblicas do Cristianismo" tem por finalidade dar prosseguimento as orientações da Igreja com respeito ao relacionamento dos cristãos com o mundo judaico. Faz parte da Comissão Arquidiocesana do Diálogo da Igreja com o Judaísmo.
    Foi por meio do povo judeu que nos veio a Revelação do Antigo Testamento. O  Cristianismo nasceu no Judaísmo e dele recebeu alguns dos elementos essenciais de sua fé e de seu culto.
   Deste povo descendem, a Virgem Maria, os Apóstolos, os primeiros cristãos.... e o próprio Cristo (cf Rom 9,4-5).
   O Concílio Vaticano II recomenda que se fomente mútuo conhecimento e apreço entre cristãos e judeus.
   O "Curso de Cultura Judaica - Raízes Bíblicas do Cristianismo", procura dar uma resposta a este apelo da Igreja, especialmente expresso no documento conciliar Nostra Aetate (nº 4) e depois tantas vezes insistentemente recordados pelo Papa João Paulo II em suas homilias, visitas e documentos.
   Os temas expostos, são baseados principalmente nas Sagradas Escrituras e em documentos da Igreja. São elaboradas apostilas que possibilitam posterior aprofundamento e encontram grande receptividade entre sacerdotes, catequistas e outros.
   O "Curso de Cultura Judaica - Raízes Bíblicas do Cristianismo", é organizado pelas Religiosas de Nossa Senhora de Sion, que trabalham na formação para o "Diálogo Religioso da Igreja Católica com o Judaismo". Atualmente está sob a responsabilidade da Irmã Maria Cecília Tostes Malta, nds.
    Se você tem vontade de conhecer um pouco mais sobre "nossos irmãos mais velhos na fé" entre em contato conosco através de nosso email.
             
                                              CONCÍLIO VATICANO II

                                             Declaração Nostra Aetate

                                                 A Religião Judaica
   Perscrutando o Mistério da Igreja, este Sacrossanto Concílio recorda o vínculo pelo qual o povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado à estirpe de Abraão.
   Pois a Igreja de Cristo reconhece que os primórdios da fé e de sua eleição já se encontram nos Patriarcas, em Moisés e nos Profetas, segundo o mistério salvífico de Deus. Confessa como todos os fiéis cristãos, filhos de Abraão, segundo a fé, (Gal 3, 7) estavam incluídos no chamamento do mesmo Patriarca e que a salvação da Igreja estava misteriosamente prefigurada no êxodo do povo eleito da terra da escravidão. Por isso não pode a Igreja esquecer que por meio daquele povo, com o qual em sua infinita misericórdia Deus se dignou estabelecer a Antiga Aliança, ele recebeu a Revelação do Antigo Testamento e se alimenta pela raiz de boa oliveira na qual, como ramos de zambujeiro,  foram enxertados todos os Povos (Rom 11,17-24). Pois crê a Igreja que Cristo, nossa Paz, mediante a Cruz reconciliou os Judeus e os Povos e a ambos unificou em si mesmo.
   Tem a Igreja sempre ante os olhos as palavras do Apóstolo Paulo a respeito de seus cosanguíneos, "de quem é a adoção de filhos, a glória, a aliança, a legislação, o culto de Deus e as promessas; de quem são os Patriarcas e de quem descende segundo a carne Cristo". ( Rom 9, 4-5), filho da Virgem Maria. Lembramos também que do Povo Judeu nasceram os Apóstolos, fundamentos e colunas da Igreja, como igualmente muitos daqueles primeiros discípulos que anunciaram ao Mundo o Evangelho de Jesus Cristo.
   Testemunha é a Sagrada Escritura de que Jerusalém não conheceu o tempo de sua visitação; e que os Judeus em grande número não aceitaram o Evangelho, sendo que não poucos opuseram obstáculos à sua difusão. Segundo o Apóstolo, no entanto, os Judeus ainda são amados por causa de seus pais, porque Deus não se arrepende dos Dons e da sua Vocação. Juntamente com os Profetas e o mesmo Apóstolo, a Igreja espera por aquele dia, só de Deus conhecido, em que todos os Povos a uma só voz aclamarão o Senhor e "se submeterão num mesmo espírito" ( Sof 3, 9).
              Sendo pois tão grande o patrimônio espiritual comum aos Cristãos e Judeus, este Sacrossanto Concílio quer fomentar e recomendar a ambas as partes mútuo conhecimento e apreço. Poderá ele ser obtido principalmente pelos Estudos Bíblicos e Teológicos e ainda por diálogos fraternos.
              Se bem que os principais dos Judeus, com seus seguidores, insistiram na morte de Jesus Cristo, aquilo contudo que se perpetrou na sua Paixão não pode indistintamente ser imputado a todos os Judeus que então viviam, nem aos de hoje. Embora a Igreja seja o novo Povo de Deus, os Judeus, no entanto, não devem ser apresentados nem como condenados por Deus, nem como amaldiçoados, como se isso decorresse das Sagradas Escrituras. Haja por isso cuidado, da parte de todos, para que tanto na catequese como na pregação da Palavra de Deus, não se ensine algo que não se coadune com a verdade evangélica e com o espírito de Jesus Cristo.
              Além disso, a Igreja, que reprova toda a perseguição contra quaisquer homens, lembrada do comum patrimônio com os Judeus, não por motivos políticos, mas impelida pelo santo amor evangélico, lamenta os ódios, as perseguições, as manifestações anti-semíticas, em qualquer tempo e por qualquer pessoa dirigidas contra os Judeus.
              De resto, a Igreja sempre teve e tem por bem ensinar  que Cristo por causa dos pecados de todos os homens, sofreu voluntariamente e por imenso amor se sujeitou a morte, para que todos conseguissem a Salvação. Cabe pois a Igreja pregadora, anunciar a Cruz de Cristo como sinal do amor universal de Deus e fonte de toda a Graça.               
              No próximo mês continuaremos com outros temas. Caso você tenha interesse podemos lhe antecipar por email.  Shalom !