A PEREGRINACÃO DO GRANDE JUBILEU

Começou a grande peregrinação do Ano Santo 2000. Este é o 28º Jubileu da Igreja Católica, que celebrou o primeiro Ano Santo de sua história no século XIV, sob o pontificado do Papa Bonifácio VIII, que o proclamou mediante a publicação da Bula “Antiquorum Habet”, de 22 de fevereiro de 1300.
   De todos os recantos da Terra, mais de 40 milhões de peregrinos farão sua caminhada rumo aos lugares santos, seguindo os passos  do primeiro peregrino da fé, Abraão, o Pai dos crentes (Rm 4,16-17) que, há cerca de 4 mil anos, obedecendo à ordem de Deus, partia de Ur ,na Caldéia, em direção à Terra Prometida (Gn 12,1).
   O Grande Jubileu será universal e ecumênico e celebrado contemporaneamente em Roma, Sede Episcopal de Pedro, príncipe dos Apóstolos e primeiro dos 264 Papas da Igreja; na Terra Santa, a Terra Prometida, que tanto marcou a história do Povo de Israel e em todas as Dioceses do Mundo Cristão. “Que Judeus, Cristãos e Muçulmanos se dêem, em Jerusalém, o abraço da Paz!” (João Paulo II). O Jubileu Cristão tem suas raízes no Jubileu Bíblico (Lv 25,8-17). A Peregrinação do Ano Santo é o novo Êxodo libertador em direção à Terra Prometida. Novo Advento, ano da graça do Senhor”(Lc 4,18).

   Neste Ano a Igreja envolve todos os seus filhos num clima de peregrinação interior, vivência da Fé e escuta da Palavra de Deus, chamando todos à penitência e conversão: “Eis agora o tempo favorável por excelência, eis agora o dia da Salvação” (2Cor 6,2).
   Viajar é uma das grandes marcas do nosso tempo. Mas peregrinar é bem diferente de fazer turismo, ainda que religioso. Peregrinar é viajar com o espírito voltado para Deus. Todos nós temos necessidade de uma renovação interior. Uma peregrinação se propõe a isso: reúne pessoas que procuram meios para melhor conhecer os grandes santuários do mundo e os caminhos que levam à familiarização com as mais expressivas passagens da Bíblia e da história da Igreja. O clima de oração deverá propiciar um entrosamento prévio entre todos os participantes da peregrinação, de forma a estimular-lhes a fé católica e o espírito de fraternidade que deve existir  em uma comunidade verdadeiramente peregrina.